terça-feira, 29 de setembro de 2009

Owen Williams Richardson, Sir (1879 - 1959)


Físico britânico nascido em Dewsbury, Yorkshire, vencedor do Prêmio Nobel de Física (1928) por seu trabalho sobre o fenômeno termoiônico e, especialmente, pelo descobrimento da lei de Richardson, segundo a qual a emissão de elétrons depende da temperatura. Filho único de Joshua Henry e Charlotte Maria Richardson, foi educado na Batley Grammar School, e entrou em Cambridge (1897). Obteve um Entrance Major Scholarship, no Trinity College e ganhou o First Class Honours em Natural Science, nos exames da Universidade de Cambridge e London, com particular distinção em física e química. Após graduar-se em Cambridge (1900), entrou para o Cavendish Laboratory, onde começou seu trabalho em termiônica, um termo criado para designar o fenômeno da emissão de eletricidade pelos corpos aquecidos e foi eleito Fellow do Trinity College, Cambridge (1902). Professor de física da Princeton University (1906-1914) e do King's College, Londres (1914-1944) e professor-pesquisador da Royal Society (1924-1944), morreu em Alton, Hampshire (1959).

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Charles Thomson Rees Wilson (1869 - 1959)


Físico escocês nascido em Glencorse, próximo a Edinburgo, professor da Cambridge University que tornou visíveis os caminhos de partículas eletricamente carregadas em câmaras com gás ionizável (1912) e um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Física (1927) pela sua invenção do método de tornar visíveis por condensação de vapor, essas trajetórias de partículas, dividindo o prêmio com Compton, este pela descoberta do efeito Compton. Professor de filosofia natural na Cambridge University (1925-1934). Filho de um fazendeiro, John Wilson, e de Annie Clerk Harper, ficou órfão de pai aos quatro anos de idade e sua família mudou-se para Manchester, onde obteve educação básica em uma escola privada e, depois, entrou para o Owen's College, hoje University of Manchester, onde se tornou médico, com especial interesse em biologia (1888). Foi para o Sidney Sussex College, Cambridge, onde se graduou (1892) em ciências físicas, dedicando-se especialmente física e química e abandonando a medicina. Pesquisando eletricidade atmosférica, tornou-se Fellow do Sidney Sussex College e da Royal Society (1900), e ensinou física prática avançada no Cavendish Laboratory (1900-1918). Casou-se (1908) com Jessie Fraser, filha do Rev. G. H. Dick de Glasgow; e foi pai de dois casais de filhos. Foi nomeado Observer em Física Meteorológica no Solar Physics Observatory (1913), onde aprofundou suas pesquisas em partículas ionizadas. Foi nomeado Reader no Electrical Meteorology (1918), Jacksonian Professor de Filosofia Natural (1925). Foi premiado com a Hughes Medal (1911), a Royal Medal (1922) e a Copley Medal (1935), o Hopkins Prize da Cambridge Philosophical Society (1920), o Gunning Prize da Royal Society of Edinburgh (1921) e a Howard Potts Medal do Franklin Institute (1925). Aposentou-se (1949), retirando-se para sua casa de campo em Crosshouse, em Glencorse, onde permaneceu o resto da vida, morrendo em Carlops, Borders (1959).

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Arthur Holly Compton (1892 - 1962)


Físico americano nascido em Wooster, Ohio, que ganhou o Prêmio Nobel de Física (1927), dividido com físico escocês C.T.R. Wilson, por ter descoberto o efeito Compton: um acréscimo no comprimento de onda na radiação eletromagnética, especialmente em um fóton de raio-X ou um raio-gama, emitido por um elétron. Graduou-se no College of Wooster (1913) e estudou física na Princeton University obtendo o grau master (1914) e o doutorado (1916). Casou-se com Betty McCloskey eneste mesmo ano começou a carreira de professor na University of Minnesota. Durante a I Guerra Mundial desenvolveu instrumentos para aviões. Trabalhou na Cambridge University na Inglaterra (1919-1920), e em seguida foi três anos chefe do departamento de física na Washington University, em St. Louis, Mo. Foi para a Universidade de Chicago, onde descobriu o efeito Compton (1923). Durante a II Guerra Mundial, trabalhou no desenvolvimento da bomba atômica. Foi diretor do Metallurgical Laboratory da Universidade de Chicago (1942-1945) dirigiu o projeto de pesquisa do governo, sobre o plutônio, e o Argonne National Laboratory (1945). Chancellor da Washington University (1945) e, também, seu professor de filosofia natural (1953-1961), morreu em Berkeley.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/ArthuHol.html

Jean Baptiste Perrin (1870 - 1942)


Físico e químico francês nascido em Lille, pesquisador da Universidade de Sorbonne, Paris, pioneiro na demonstração que os raios catódicos transportam eletricidade negativa (1895). Educado na École Normal Supérieure, era assistente em física (1894-1897) quando iniciou suas pesquisas em raios catódicos e raios-X. Recebeu o grau de docteur ès sciences (1897) com uma tese sobre raios catódicos e Röentgen e foi contratado pela Universidade de Sorbonne, Paris, onde depois foi professor titular em físico-química (1910-1940) até as tropas de Hitler tomarem a capital francesa e ele teve que fugir para os Estados Unidos onde morreu dois anos depois, em New York (1942). Depois da Guerra (1948) seus restos mortais foram levados para a França e enterrado no Panthéon. Na Universidade de Sorbone, desenvolveu estudos sobre os efeitos de raios-X e importantes trabalhos sobre colóides. Desenvolveu a teoria do movimento browniano e calculou valor do número de Avogadro. Ganhou o Prêmio Nobel de Física (1926) por suas descobertas no campo da descontinuidade estrutural da matéria e do equilíbrio de sedimentação. Foi autor de muitos papers científicos como Rayons cathodiques et rayons X (Ann. Phys., 1897) este considerado o seu principal paper, Les Principes (Gauthier-Villars, 1901), Electrisation de contac (J. Chim. Phys., 1904-1905), Réalité moléculaire (Ann. Phys., 1909), Matière et Lumière (Ann. Phys., 1919) e Lumière et Reaction chimique (Conseil Solvay de Chimie, 1925). Também publicou vários livros como Les Atomes (1913), que vendeu mais de 30.000 exemplares. além do Nobel recebeu o Joule Prize da Royal Society (1896), o Prêmio Vallauri de Bolonha (1912) e o La Caze da Academia de Ciências de Paris, entre outros. Foi doutor honorário das universidades de Bruxelas, Liege, Ghent, Calcutta, New York, Princeton, Manchester e Oxford. Eleito para a Academias de Ciências da França (1923) também foi membro da Royal Society e de outras academias científicas como da Bélgica, Suécia, Turim, Praga, România e China. Recebeu comendas da Legião de Honra (1926), do Império Britânico e da Ordem de Leopoldo, Bélgica.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JeanBaPe.html

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

James Franck (1882 - 1964)


Físico alemão nascido em Hamburgo e naturalizado americano, criador o conceito do nível de energia do elétron dentro do átomo (1913) e que dividiu o Prêmio Nobel de Física (1925) com o alemão Gustav Ludwig Hertz, da Universidade de Göttingen, pelas descobertas das leis que descrevem o impacto entre elétrons e átomos, criando o conceito do nível de energia do elétron dentro do átomo (1913). Educado no Wilhelm Gymnasium Hamburgo, estudou jurisprudência por um ano na Universidade de Heidelberg, antes de mudar para física na Universidade de Berlim, orientado por Emil Warburg e Paul Drude, obtendo um Ph.D. (1906). Foi assistente em Frankfurt-am-Main e retornou para Berlim como assistente de Heinrich Rubens, obtendo o venia legendi (1911) para ensinar física na Universidade de Berlim (1911-1918) como professor associado. Após a I Guerra foi indicado para chefiar a divisão de física do Instituto Kaiser Wilhelm Físico-Química, em Berlim-Dahlem. Tornou-se Professor de física experimental e diretor do Segundo Instituto de Física Experimental da Universidade de Göttingen (1920). Neste período (1920-1933), Göttingen tornou-se um importante centro de física quântica, e ele manteve estreita colaboração com Max Born, chefe do Instituto de Física Teórica. Ferrenho opositor de Hitler, quando o regime nazista assumiu o poder na Alemanha, ele emigrou com a família para Baltimore, U.S.A. (1935). Como Speyer Professorof Physics, ensinou na Johns Hopkins University (1935-1938). Em seguida foi para a Universidade de Chicago (1938) como professorship de físico-química. Durante a II Grande Guerra trabalhou como Director of the Chemistry Division of The Metallurgical Laboratory, da própria University of Chicago, célula central do Manhattan District's Project. Teve o mérito humanista de reunir um grupo de cientistas atômicos (1945), pedindo a demonstração aberta de bomba atômica em um lugar despovoado, em vez do uso de surpresa no Japão. Aos 65 anos (1947), foi nomeado professor emérito da University of Chicago, mas continuou a trabalhar para a universidade como Head of the Photosynthesis Research Group (1947-1956), onde ainda pesquisou o impacto de elétrons sobre átomos e também a fotossíntese e morreu em Göttingen, durante uma visita ao continente europeu.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JameFra1.html

Gustav Ludwig Hertz (1887 - 1975)


Físico alemão nascido em Hamburgo, sobrinho de Heinrich Hertz e pesquisador em física atômica e que dividiu o Prêmio Nobel de Física (1925) com James Franck, da Universidade de Göettingen, pelas descobertas das leis que descrevem o impacto entre elétrons e átomos. Filho de um advogado, Dr. Gustav Hertz, e de Auguste, née Arning. foi educado na Johanneum School, em Hamburgo até chegar a universidade em Göttingen (1906), passando também pela de Munique e de Berlim, onde se graduou (1911). Nomeado pesquisador assistente do Instituto de Física da Universidade de Berlim (1913), mas logo foi mobilizado para lutar na Primeira Grande Guerra (1914) onde foi seriamente ferido em batalha (1915). Recuperado, retornou para a academia em Berlim como Privatdozent (1917). Trabalhou no laboratório da fábrica de lâmpadas incandescentes da Philips, em Eindhoven (1920-1925). Foi escolhido Professor Residente e Director do Instituto de Física da Universidade de Halle (1925), até que retornou para Berlim (1928) para dirigir o Instituto de Física da Universidade Tecnológica de Charlottenburg. Por razões provavelmente políticas pediu demissão (1935) e retornou para a Companhia Siemens como diretor do seu laboratório de pesquisas. Casou-se (1943) com Charlotte Jollasse e depois da II Grande Guerra, trabalhou como pesquisador para os soviéticos (1945-1954) e foi nomeado professor e diretor do Instituto de Física da Universidade Karl Marx (1954-1961), em Leipzig, na extinta Alemanha Oriental. Professor emérito (1961), aposentou-se, morou em Leipzig e depois em Berlim, cidade onde morreu.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/GustavLu.html

Karl Manne Georg Siegbahn (1886 - 1978)


Físico sueco nascido em Örebro, professor nas universidades de Lund (1920) e de Uppsala (1924-1937) e que ganhou o Prêmio Nobel de Física (1924) por suas pesquisas e descobertas no campo da espectroscopia de raios-X (construiu um espectroscópio a vácuo). Filho de Nils Reinhold Georg Siegbahn, um funcionário público, e de Emma Sofia Mathilda Zetterberg, entrou para a Universidade de Lund (1906), onde permaneceu estudando até obter seu doutorado (1911) com a tese Magnetische Feldmessung. Foi (1907-1911) assistente do Professor J. R. Rydberg no Instituto de Física da Universidade, depois foi nomeado lecturer e Deputy Professor de física(1915). Casou-se com Karin Högbom (1914) e o casal teve dois filhos: Bo (1915), que seguiu a carreira diplomática, e Kai (1918), que se tornou (1954) Professor de Física na Universidade de Uppsala, cadeira que já tinha sido ocupada por seu pai (1923-1937).. Com a morte de Rydberg, foi nomeado Professor (1920) e tornou-se professor titular de física na Universidade de Uppsala (1923), e professor titular de física experimental (1937) da Academia Real de Ciências da Suécia. Foi o primeiro diretor do Instituto Nobel de Física (1937-1964). Seu principal livro foi Spektroskopie der Röntgenstrahlen (1923), várias vezes republicado e traduzido para outros tantos idiomas e considerado um clássico da literatura no gênero. Fez muitas viagens por importantes centros da Europa (1908-1922), Canadá e United States (1924-1925), onde a convite da Rockefeller Foundation, deu cursos nas Universidades de Columbia, Yale, Harvard, Cornell, Chicago, Berkeley, Pasadena, Montreal e outras universidades. Após a II Guerra visitou os principais institutos de pesquisa nuclear nos EEUU ( 1946-1953) como Berkeley, Pasadena, Los Angelos, St. Louis, Chicago, M.I.T., Boston, Brookhaven, Columbia, etc. Membro da Commission Internationale des Poids et Mesures (1937), também foi eleito membro honorário desta comissão ( 1956). Foi presidente da International Union of Physics (1938-1947). Além do Nobel (1924) também foi agraciado com a Hughes Medal (1934) e a Rumford Medal (1940) da Royal Society de Londres, e a Duddel Medal da Physical Society de Londres (1948). Foi doutor honorário em Freiburg (1931), Bucareste (1942), Oslo (1946), Paris (1952) e da Faculdade Técina de Estocolmo (1957). Foi membro da Royal Society de Londres e de Edinburgo, da Academie des Sciences, Paris, e de várias outras academias, e morreu em Estocolmo.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/KarlMann.html

Robert Andrews Millikan (1868 - 1953)


Físico norte-americano nascido em Morrison, Illinois, ganhador do Prêmio Nobel de Física (1923) por seus estudos sobre a medida da carga do elétron e sobre o efeito fotoelétrico. Segundo filho do Reverendo Silas Franklin Millikan e de Mary Jane Andrews, foi educado na Maquoketa High School, em Iowa. Após trabalhar por um curto tempo domo repórter free lander, entrou para o Oberlin College, em Ohio (1886). Inicialmente interessou-se por grego e matemática, mas após sua formatura (1891) passou a ensinar e tomou gosto pela física. Após obter seu mastership in physics (1893), foi nomeado Fellow em Física para a Columbia University, onde recebeu seu Ph.D. (1895) por suas conclusões sobre a polarização da luz emitida por superfícies incandescentes. Passou um ano na Alemanha (1895-1896), aperfeiçoando-se nas universidades de Berlim e Göttingen. Convidado por A. A. Michelson, retornou à América para ser assistente do recém fundado Ryerson Laboratory, na University of Chicago (1896), onde desenvolveu sua inédita experiência em que mediu a carga do elétron e criou o famoso teste da gota de óleo (1911). Professor do departamento de física da University of Chicago (1896-1921), diretor do Norman Bridge Laboratory of Physics e presidente do California Institute of Technology, Pasadena, Calif. (1921-1945), tornou-se mundialmente conhecido por isolar o elétron e por suas pesquisas com raios cósmicos, propriedades luminosas das radiações dos átomos, movimento Browniano e espectro ultravioleta. Casado (1902) com Greta Erwin Blanchard, o casal teve três filhos: Clark Blanchard, Glenn Allen e Max Franklin. Foi doutor honorário em 25 universidades, recebeu muitas outras honrarias e morreu em San Marino, California.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/RoberAnd.html

Niels Henrik David Bohr (1885 - 1962)


Físico dinamarquês, natural de Copenhague, cujas pesquisas lançou as bases para o desenvolvimento da moderna física nuclear e considerado um dos mais importantes físicos teóricos do século. Filho de um professor de fisiologia da universidade de Copenhague, nesta cidade estudou até obter o doutorado (1911) com uma tese sobre o comportamento eletrônico dos metais. Depois que trabalhou em Cambridge com J. J.Thompson, foi trabalhar em Manchester (1912) com Ernest Rutherford e a partir das teorias e do modelo planetário de Rutherford, utilizando os fundamentos da física quântica, estudou e descreveu a teoria dos elétrons orbitais do átomo criando, portanto, as bases da moderna teoria atômica (1913). Segundo ele, os elétrons estavam distribuídos em níveis de energia característicos de cada átomo criando o modelo quântico do átomo. Ao absorver um quanta de energia, um elétron pode pular para outro nível e depois voltar a seu nível original, emitindo um quanta idêntico. Voltando a Dinamarca (1916), foi nomeado professor de física na Universidade de Copenhague e, posteriormente, diretor do recém-criado (1920) Instituto de Física Teórica da Universidade de Copenhague (1921). Ganhou o Prêmio Nobel de Física (1922) por suas pesquisas sobre estruturas e radiações atômicas. Formulou o princípio da correspondência e o de complementaridade (1928). A ocupação da Dinamarca pelo exército alemão (1940), a ascendência judia e suas atividades anti-nazistas obrigaram-no a viajar para a Inglaterra e mais tarde para os Estados Unidos, onde colaborou na produção da bomba atômica, projeto que abandonou (1944) para iniciar uma intensa atividade em favor da utilização pacífica de energia nuclear. Foi agraciado com o primeiro prêmio Átomos para a Paz (1957) e morreu em sua cidade natal. Seu filho Aage Niels Bohr, um de seus colaboradores nos Estados Unidos, recebeu o Prêmio Nobel de Física (1975).

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/NielsHDB.html

Charles Édouard Guillaume (1861 - 1938)


Físico suíço nascido em Fleurier, Swiss-Jura, próximo a Neuchatel, pesquisador do Bureau International des Poids et Mesures, Sèvres, que ganhou o Prêmio Nobel de Física (1920) por serviço prestado às medidas de precisão em física, devido à sua descoberta das anomalias das ligas metálicas aço-níquel. Educado em Neuchâtel foi para a Politécnica de Zurique, onde obteve seu doutorado. Entrou como assistente no Bureau Internacional de Pesos e Medidas (1883), onde se tornou diretor associado (1902), foi seu diretor geral (1915-1936) e a seguir diretor honorário até sua morte, em Sèvres, França. Além do livro Initiation à la Mécanique, traduzido em várias línguas, durante sua vida no Bureau, publicou muitos trabalhos como Études thermométriques (1886), Traité de thermométrie (1889), Unités et Étalons (1894), Les rayons X (1896), Recherches sur le nickel et ses alliages (1898), La vie de la matière (1899), La Convention du Mètre et le Bureau international des Poids et Mesures (1902), Les applications des aciers au nickel (1904), Des états de la matière (1907), Les récent progrès du système métrique (1907, 1913). Grande Oficial da Legião de Honra, foi doutor honorário em ciências pelas universidades de Genebra, Neuchatel e Paris. Foi presidente da Société Française de Physique e membro honorário de várias academias européias. Era casado (1888) com Mlle. A. M. Taufflieb e pai de três filhos.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/CharEdoG.html

Johannes Stark (1874 - 1957)


Físico germânico nascido em Schickenhof, próximo a Regensburg, na Bavária alemã, pesquisador em radiação e teoria atômica da Universidade de Greifswald, descobridor o efeito Dopler dos raios canais (1913) e a divisão das linhas espectrais no campo elétrico e, por isso, ganhou o Prêmio Nobel de Física (1919). Foi educado no Gymnasium de Bayreuth e depois em Regensburg, antes de estudar matemática, física, química e cristalografia na Universidade de Munique (1894-1897). Foi assistente do Prof. von Lommel no Instituto de Física da Universidade de Munique (1897-1900), ensinou física na Universidade de Göttingen (1900-1906), foi nomeado professor extraordinário do Technische Hochschule de Hanover (1906) e depois tornou-se professor no de Aachen (1909), professor na Universidade de Greifswald (1917-1919) e mudou-se definitivamente para o Instituto de Física da Universidade de Würzburg (1920). Foi eleito presidente (1933-1939) do Physikalisch-Technische Reichsanstalt, sucedendo von Paschen, e permanecendo no cargo até sua aposentadoria (1939), enquanto também era Presidente da Deutsche Forschungsgemeinschaft. Prolífico escritor publicou mais de 300 papers científicos. Escreveu livros como Die Elektrizität in Gasen (1902) e Die Elektrizität im chemischen Atom (1902) e fundou e editou o Jahrbuch der Radioaktivität und Elektronik (1904-1913). Foi membro correspondente das Academias de Göttingen, Rom, Leyden, Viena e Calcutá, e além do Nobel recebeu prêmios como o Baumgartner da Academia de Ciências de Viena (1910) e o Vahlbruch da Academia de Ciências de Göttingen (1914). Durante seus últimos anos de vida trabalhou em um laboratório particular em Eppenstatt, próximo a Traunstein, na Bavária, pesquisando em eletricidade, morrendo lá, em Traunstein.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JohbStar.html

Max Karl Ernst Ludwig Planck (1858 - 1947)


Físico alemão nascido em Kiel, Schleswig-Holstein, que criou as bases da ciência moderna ao formular a teoria da descontinuidade da energia e estabelecer o conceito de quantum, ambos princípios da mecânica quântica. Descendente de uma família de teólogos e juristas, interessava-se tanto por música quanto pelas disciplinas científicas. Seguiu com o pai para Munique (1867), onde estudou no Ginásio Maximilian e, depois, na universidade local. Chegou a ter dúvidas em seguir a carreira musical ou os estudos científicos, até que passando por Berlim, assistiu cursos dados por Kirchkoff e Helmholtz, o que lhe despertou o interesse pela termodinâmica. Decidiu-se pela física e, de volta a Munique, concluiu seu doutorado (1879), defendendo o segundo princípio da termodinâmica. Nomeado professor de física da Universidade de Kiel (1885), com a morte de Kirchkoff, assumiu a cátedra de física teórica da Universidade de Berlim (1887), onde foi posteriormente reitor, e se dedicou à carreira acadêmica até o fim da vida, sendo distinguido com inúmeras honrarias. Durante uma reunião da Sociedade Alemã de Física (1900), apresentou a noção de quanta elementar de ação, onde afirmava que as trocas de energia não aconteciam de forma contínua e sim em doses, ou pacotes de energia, que ele chama de quanta, ou seja, formulou as leis da radiação do corpo negro, abrindo caminho para a teoria quântica. Demonstrou que esse estado requer um processo de emissão e absorção que envolve quantidades descontínuas de energia. Estabeleceu o valor da constante universal da teoria do quantum, a constante de Planck, h = 6,62x10-27 erg/s. Essa constante foi uma descoberta determinante para a física atômica, pois fundamentou o modelo atômico de Niels Bohr (1913) e abriu caminho para a teoria da relatividade de Einstein. A introdução do conceito desta descontinuidade subverteu o princípio do filósofo alemão Wilhelm Leibniz, natura non facit saltus (a natureza não dá saltos), que dominava todos os ramos da ciência na época, tornando-se a teoria quântica, na grande revolução que levou a física à modernidade que começou a se definir no final do século XIX. Foi o ponto de partida de uma nova lógica resultante das várias pesquisas sobre a estrutura do átomo, radiatividade e ondulatória. Em sua autobiografia, disse que na época não previa os efeitos revolucionários dos quanta. Foi nomeado presidente do Instituto Kaiser Guilherme de Física (1913), entidade que após a Guerra passou a se chamar Instituto Max Plank. Recebeu o Prêmio Nobel de Física (1918) pelo descobrimento do quantum de energia. Foi presidente da Associação para o Progresso da Ciência Kaiser Wilhelm (1930), que recebeu o nome de Fundação Max Planck a partir da segunda guerra mundial. Constante de Planck (h @ 6,626 × 10-34 joule-segundo): constante de proporcionalidade que relaciona a energia de um fóton com a freqüência deste fóton. Registre-se que a vida familiar do cientista foi marcada pela tragédia: perdeu a esposa e quatro filhos, um deles durante a primeira guerra mundial e outro fuzilado por conspirar contra Hitler (1944), e morreu em Göttingen.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/MaxKPlan.html

Charles Glover Barkla (1877 - 1944)


Físico inglês nascido em Widnes, Lancashire, notável pesquisador da Edinburgh University, sobre ondas elétricas e raios X e Prêmio Nobel de Física (1917) pelo descobrimento da radiação X característica dos elementos. Estudou nas universidades de Liverpool e de Cambridge e ensinou física na universidade de Liverpool (1902-1907), depois na Londres e de Edimburgo. Filho de J. M. Barkla, secretário da Atlas Chemical Company, foi educado no Liverpool Institute e entrou para o University College, Liverpool (1894 ) para estudar matemática e física. Graduou-se com honras (1898) e obteve o master's degree (1899) e ganhou uma bolsa para o Trinity College, Cambridge, para trabalhar no Cavendish Laboratory com J. J. Thomson, pesquisando a velocidade das ondas elétricas através de linhas de transmissão. Esteve no King's College (1900-1902) e retornou para Liverpool como Oliver Lodge Fellow (1902-1909), onde iniciou suas pesquisas sobre radiação Röntgen. Casou-se com Mary Esther (1907) e o casal teve dois filhos e uma filha. Sucedeu H. A. Wilson como Wheatstone Professor de Física na University of London (1909-1913) e, finalmente, aceitou a cadeira de Natural Philosophy na University of Edinburgh (1913), onde ficou até sua morte, em sua casa, em Braidwood, Edinburgo. Fellow da Royal Society, ganhou vários títulos honorários, foi Bakerian Lecturer da Royal Society (1916) e premiado com a Hughes Medal (1917).

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/CharGlov.html

William Lawrence Bragg, Sir (1890 - 1971)


Físico e bioquímico australiano de Adelaide, filho do físico inglês William Henry Bragg, cujos estudos em conjunto sobre a difração dos raios X nos corpos cristalinos permitiram elucidar uma série de propriedades e determinar a estrutura de numerosos cristais e, também juntos, aperfeiçoaram um modelo de espectrógrafo utilizado até hoje. Iniciou seus estudos no Saint Peter's College, em Adelaide, e ainda era estudante quando formulou sua teoria, baseada em trabalho do físico alemão Max von Laue, sobre a reflexão dos raios X por átomos do cristal. Mudou-se para a Inglaterra (1908) e foi estudar no Trinity College, onde formulou uma das leis fundamentais da Física: A lei de Bragg (1912). Nomeado professor de ciências naturais naquele colégio (1914), e foi premiado com o Nobel de Física (1915), quando estava incorporado ao exército britânico, lutando no continente durante a Primeira Guerra Mundial, servindo como conselheiro técnico do exército inglês na França, onde calculava a distância da artilharia inimiga pela propagação do som. Dividiu esse Prêmio Nobel de Física com seu pai, pelos estudos conjuntos na análise de estruturas cristalinas por meio dos raios-X. Após a Guerra voltou para lecionar em Cambridge e, depois, em Manchester, na Universidade de Victoria, em substituição a Rutherford como catedrático de física (1919-1937), quando foi eleito membro da Sociedade Real (1921). Dirigiu o National Physical Laboratory, Teddington (1937-1938) retornando, depois, a Cambridge onde foi Cavendish Professor de física experimental (1938-1954). Passando a a pesquisar em bioquímica (1954), descobriu estruturas moleculares complexas e suas formulações. Foi diretor da Royal Institution (1954-1966). No ano de sua aposentadoria (1965), sua equipe tornou-se a pioneira na formulação da molécula de uma enzima. Nomeado Cavaleiro (1941) tornou-se Companion of Honour (1967). Além dos muitas honrarias, medalhas e prêmio científicos, publicou Structure of Silicates (1930), The Crystalline State (1934), Electricity (1936) e Atomic Structure of Minerals (1937) e morreu em Ipswich, Suffolk. Com seu pai publicou X Rays and Crystal Structure (1915).

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/WilliLaw.html

William Henry Bragg, Sir (1862 - 1942)


Físico inglês nascido em Westward, Cumberland, no noroeste do país, destaque com seu filho, William Lawrence Bragg, no estudos sobre a estrutura dos cristais e a difração dos raios X, o que lhe deu o Prêmio Nobel de Física (1915) dividido como o filho, pelos estudos conjuntos. Filho de agricultores, foi educado na Market Harborough Grammar School e, posteriormente, no King William's College, Isle of Man. Entrou para o Trinity College, Cambridge (1881), onde estudou matemática com o famoso professor Dr. E. J. Routh. Foi Third Wrangler no Mathematical Tripos, Part I (1884), e primeiro lugar na Part II, em janeiro do ano seguinte. Estudou física no Cavendish Laboratory (1885), e, no final do ano foi escolhido Professor de matemática e de física da recém-fundada University of Adelaide, South Australia. Lá permaneceu 22 anos e onde se casou com Gwendoline Todd, tendo três filhos dos quais o mais velho, William Lawrence, viria a ser seu colaborador científico. Em virtude de suas pesquisas sobre penetração da matéria por partículas elementares, foi convidado por Rutherford (1907) para os quadros da Royal Society como Fullerian Professor de química. De volta a Inglaterra (1908), assumiu o cargo de Cavendish Professor de física em Leeds (1909-1915), junto com o filho, William Lawrence Bragg, prosseguindo suas pesquisas sobre a difração dos raios X. Após a Primeira Guerra Mundial foi diretor do Laboratório de Pesquisa Faraday e reitor da Royal Institution, em Londres, sendo Quain Professor de física na University College London (1915-1925) e da Royal Institution. Presidiu a Associação Australiana para o Progresso da Ciência e a Royal Society (1935-1940), quando, então, aposentou-se, falecendo dois anos depois, em Londres. Sua vasta contribuição à física foi publicada em periódicos famosos como o Philosophical Magazine e os Proceedings da Royal Society. Escreveu ainda The Universe of Light (1933). Entre muitas honrarias recebidas em vida, além do Nobel e de 15 títulos de doutor honorário de outras tantas universidades, ganhou a Rumford Medal da Royal Society (1916) e a Copley Medal (1930) e Order of Merit (1931).

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/WilliHeB.html

Max Theodor Felix von Laue (1879 - 1960)


Físico alemão nascido em Pfaffendorf, próximo a Koblenz, professor da Universidade de Frankfurt-on-the Main, que descobriu a difração dos raios-X em cristais criando a cristalografia e a espectroscopia com Raios-X e, por isso, ganhador do Prêmio Nobel de Física (1914). Filho de Julius von Laue, um oficial militar germânico, estudou em escolas de Brandenburg, Altona, Posen, Berlim e Estrasburgo, onde adquiriu o gosto pela ciência. após o serviço militar (1898) entrou para a Universidade de Strassburg onde estudou matemática, física e química. No ano seguinte mudou-se para a Universidade de Göttingen, onde passou a trabalhar com os professores W. Voigt e W. Abraham. Após um semestre na Universidade de Munique ele foi (1902) para a Universidade de Berlim para trabalhar com o professor Max Planck, onde iniciou suas pesquisas em espectroscopia e radiação e obteve seu doutorado (1903). após dois anos na Universidade de Göttingen, assumiu (1905) o posto de assistente de Max Planck no Instituto de Física Teórica de Berlim. Tornou-se Privatdozent (1909) da Universidade de Munique, onde ensinou ótica, termodinâmica e teoria da relatividade. Casou (1910) com Magdalena Degen e foi nomeado (1912) professor titular de física na Universidade de Zurique e dois anos depois (1914) mudou-se com a mesma função para a Universidade de Frankfurt-on-Mains. Também engajou-se em um trabalho (1916) na Universidade de Würzburg em uma pesquisa de tecnologia em comunicações. Foi vice-diretor (1917), do Instituto de Física de Berlin-Dahlem, onde Einstein era o diretor. Finalmente estabilizou-se como professor de física na Universidade de Berlim (1919-1943). Também tornou-se consultor (1934) do Physikalisch-Technische Reichsanstalt at Berlin-Charlottenburg, e quando Berlim foi bombardeada, acompanhou o Instituto em sua mudança para Hechingen, ali permanecendo por dois anos (1944-1945), período em que escreveu o famoso livro História da Física. Após a queda da Alemanha ficou confinado na Inglaterra (1945-1946) enquanto escrevia um importante paper sobre a baixa absorção dos raios-X durante a difração, que seria apresentado no International Union of Crystallographers (1948), na Harvard University. Após o confinamento foi para Göttingen (1946) como como um dos diretores do Instituto Max Planck e professor titular da universidade local. Foi eleito (1951) diretor do Instituto de Físico Química Fritz Haber de Berlim-Dahlem, onde continuou suas pesquisas em ótica com os raios-X, em colaboração com Borrmann e outros, até se aposentar (1958). Autor de vários livros e papers, foi merecedor de várias honrarias e condecorações como a Ladenburg Medal, a Max-Planck Medal e a Bimala-Churn-Law Gold Medal da Associação Indiana de Calcuttá. Também doutorados honorários das Universidades de Bonn, Stuttgart, Munique, Berlim, Manchester e Chicago, e foi membro de várias academias e sociedades de ciências em Berlim, Viena, Paris, Nova Iorque, Munique, Turim, Etocolmo, Roma, Madrid, Londres,etc. Tornou-se Presidente Honorário da International Union of Crystallographers (1948) e Cavaleiro da Order Pour le Mérite (1952), recebeu a Grand Cross with Star for Federal Services (1953) e tornou-se oficial da Legion of Honour of France (1957). Morreu em Berlim após um acidente envolvendo seu carro e uma motocicleta.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/MaxTeodr.html

Heike Kamerlingh Onnes (1853 - 1926)


Físico flamengo nascido em Gröningen, Holanda, ganhador único do Prêmio Nobel de Física (1913) por suas investigações sobre propriedades da matéria a baixas temperaturas, que levaram à produção do hélio líquido pela primeira vez (1908) e, portanto, famoso por seus trabalhos em criogenia, ou o estudo da produção e efeitos em temperaturas extremamente baixas. Filho de um construtor de Gröningen, Harm Kamerlingh Onnes, e de Anna Gerdina Coers, filha de um arquiteto de Arnhem, foi educado na Hoogere Burgerschool, em Gröningen, além de estudar grego e latim. Entrou na Universidade de Gröningen (1870), onde obteve o grau candidaats, equivalente ao B.Sc. e, no ano seguinte, foi premiado com uma Medalha de Ouro em uma competição patrocinada pela Faculdade de Ciências Naturais da Universidade de Utrecht. Viajou para Heidelberg onde foi estudante (1871-1873) de Bunsen e Kirchhoff, e novamente mostrou seu talento ganhando uma Medalha de Prata para um evento semelhante na Universidade de Gröningen (1872). Depois voltou a Gröningen onde obteve (1878) o doctoraal, equivalente ao M.Sc., e o grau do doutor (1879) com a notável tese Nieuwe bewijzen voor de aswenteling der aarde, mais ou menos Novas provas da rotação da terra. Tornou-se assistente do Polytechnicum, em Delft (1878), trabalhando com Bosscha, até ser nomeado (1882) professor de física experimental e meteorologia na Universidade de Leiden, em sucessão a P. L. Rijke, onde estudou profundamente (1882-1926) o comportamento de gases e metais fez importantes descobertas relativas a supercondutividade, condutividade elétrica próxima do zero absoluto. Casou-se (1887) com Maria Adriana Wilhelmina Elisabeth Bijleveld, sua grande companheira de atividades acadêmicas e científicas, Ambos tiveram um filho, Albert que se tornou um funcionário público de alto-posição em Haia. Reconhecidamente de saúde delicada, depois de uma doença curta, ele morreu em Leiden, Zuid-Holland.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/HeikeKam.html

Nils Gustaf Dalén (1869 - 1937)


Engenheiro e inventor sueco nascido em Stenstorp, Skaraborg, pesquisador em acessórios para acumuladores gasosos da Swedish Gas-Accumulator Co., Lidingö-Stockholm, que trabalhando na Companhia de Acumulador de Gás Sueca, em Lidingö-Estocolmo, ganhou o Prêmio Nobel de Física (1912) por projetar um regulador automático para uso em conjunto com acumuladores gasosos para faróis de sinalização costeira. Ficou cego por causa de uma explosão durante um experimento (1912). Entrou para a Escola de Agricultura destinado a estudar agronomia, mas orientado pelo professor Gustaf de Laval, resolveu estudar mecânica, entrando para o Chalmers Institute de Gothenburg (1892). Graduado em engenharia mecânica (1896), foi a para a Suíça onde estudou um ano com o professor Stodola na Eidgenössisches Polytechnikum. Retornou a Suécia e tornou-se pesquisador em Gothenburg e engenheiro consultor. Tornou-se chefe do setor técnico da Svenska Karbid-och Acetylen A.B. (1901), engenheiro-chefe da Gas Accumulator Company (1906) e Managing Director (1909) da Svenska Aktiebolaget Gasaccumulator (AGA). Foi eleito membro da Swedish Royal Academy of Sciences (1913) e da Academy of Science and Engineering (1919). Foi doutor honoris causa da Universidade de Lund (1918) e recebeu a medalha Morehead da International Acetylene Association. Serviu ao conselho da cidade de Lidingö por quase vinte anos. Casou-se com Elma Persson (1901), foi pai de duas filhas e dois filhos, e morreu em sua casa, em Lidingö.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/NilsGust.html

Wilhelm Carl Werner Otto Fritz Franz Wien (1864 - 1928)


Físico alemão nascido em Fischhausen, Prússia Oriental, hoje na Polônia, ganhador isolado do Prêmio Nobel de Física (1911) pelo descobrimento de leis relativas à radiação térmica do corpo negro. Filho de agricultores, sua família mudou-se para Drachstein, distrito de Rastenburg, na Prússia Oriental (1866), em busca de melhores condições de vida. Ali começou a estudar (1879), incentivado por seu pai, Carl Wien, que percebeu no filho sua vocação para os estudos, passando, depois, por uma escola pública em Heidelberg (1880-1882). Entrou para a Universidade de Göttingen (1882) para estudar matemática e ciências naturais. No mesmo ano também estudou na Universidade de Berlim e, depois, trabalhou (1883-1885) no laboratório do físico germânico Hermann Ludwig von Helmholtz, onde obteve seu doutorado (1886) com uma tese sobre difração da luz. Tornou-se assistente de Helmholtz no Instituto Imperial técnico de Físico, em Charlottenburg (1890) e casou-se (1898) com Luise Mehler of Aix-la-Chapelle, com quem teve quatro filhos. Também foi professor de física nas universidades de Giessen, Würzburg e Munique (1900-1928) e também trabalhou para a Columbia University (1913) e morreu em Munique. Foi membro da Academies of Sciences of Berlin, Göttingen, Vienna, Stockholm, Christiania e Washington, e membro honorário da Physical Sociedade de Física de Frankfurt-on-Main.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/WilheWie.html

Johannes Diderik van der Waals (1837 - 1923)


Físico holandês nascido em Leiden, que descobriu a continuidade dos estados líquido e gasoso (1873). Filho de Jacobus van der Waals e Elisabeth van den Burg, após sua educação primária tornou-se professor de ensino básico até entrar para estudar na Universidade de Leiden (1862-1865). Casou com Anna Magdalena Smit (1864) e o casal teve três filhas e um filho. Nomeado professor de uma escola secundária em Deventer (1864), mudou-se dois anos depois para dirigir uma outra escola secundária em Haia. Voltando a estudar, ganhou em seu doutorado (1873) com a tese que o colocou definitivamente na lista dos grandes físicos: Over de Continuïteit van den Gas - en Vloeistoftoestand. na qual estabelecia a famosa Equação de Estado, a equação geral do estado dos gases reais. Estabeleceu para as fracas forças de atração entre átomos ou moléculas: (P + a/V2) (V-b) = RT, e se a = b = 0, então PV = RT. Com a transformação do velho Athenaeum de Amsterdã em universidade, ele tornou-se professor de física (1876) e, junto com Van't Hoff e Hugo de Vries, o geneticista, contribuiu para a fama daquela instituição. Desenvolveu, também, investigações sobre a dissociação eletrolítica e sobre a teoria termodinâmica da capilaridade e sobre estática dos fluidos. Estudou as forças de atração de natureza eletrostática, as forças de van der Waals, exercidas entre as moléculas constitutivas da matéria, que têm sua origem na distribuição de cargas positivas e negativas na molécula. Ganhou o Prêmio Nobel de Física (1910) por seu trabalho sobre a equação de estado para gases e líquidos. Morreu em Amsterdã e, em vida, recebeu numerosas honras e distinções, ente elas um honorário doutorado da University of Cambridge; membro honorário da Sociedade Imperial de Naturalisdas de Moscow, da Royal Irish Academy e da American Philosophical Society. Também foi membro correspondente do Institut de France e da Academia Real de Ciências de Berlim, membro associado da Royal Academy of Sciences of Belgium, e membro estrangeiro da Chemical Society of London, da National Academy of Sciences of the U.S.A., e da Accademia dei Lincei de Roma. Sua filha Anne Madeleine trabalhou com o pai após a morte da mãe, Jacqueline Elisabeth tornou-se professora de história e poetisa, e Johanna Diderica, professora de inglês. Seu filho, Johannes Diderik Jr., foi professor de física na Groningen University (1903-1908), e depois, substituiu seu pai na cátedra de física na Universidade de Amsterdã.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JohbDide.html

Karl Ferdinand Braun (1850 - 1918)


Físico alemão nascido em Fulda, Hesse-Kassel, hoje na Alemanha, que dividiu o Prêmio Nobel de Física (1909) com Gublielmo Marconi, da Marconi Wireless Telegraph Co. Ltd., Londres, por suas contribuições para o desenvolvimento do telégrafo sem fio. Educado no Gymnasium de Fulda, depois estudou nas Universidades de Marburg e Berlim onde se graduou (1872) defendendo um trabalho sobre oscilações em fios elásticos. Trabalhou como assistente do Professor Quincke na Universidade de Würzburg, até ser aceito como professor no St. Thomas Gymnasium, em Leipzig (1874). Dois anos depois foi nomeado Professor Extraordinário de física teórica na Universidade de Marburg, e (1880) convidado para ocupar um posto semelhante na Universidade de Estrasburgo. Tornou-se catedrático de física na Escola Politécnica de Karlsruhe (1883) e, finalmente, na Universidade de Tübingen (1885), onde foi incumbido de criar um novo Instituto de Física. Dez anos depois, ele voltou a Estrasburgo como Principal do Instituto de Físicas (1895). Pioneiro da radiotelegrafia, a ele se devem certos circuitos eletrônicos e os estabilizadores de cristal. Também estudou a fundo os raios catódicos e deu seu nome, tubo de Braun, ao oscilógrafo catódico por ele inventado (1897). No ano seguinte passou a pesquisar em telegrafia sem fio, obtendo os primeiros sucessos concretos quatro anos depois (1902). Viajou aos EUA (1917) para resolver uma disputa por patentes, mas ficou detido por causa de sua cidadania alemã e morreu no Brooklyn, em New York, logo depois da I Grande Guerra terminar (1918).

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/KarlFerd.html

Guglielmo Marconi (1874 - 1937)


Engenheiro e inventor italiano nascido em Bolonha, inventor da telegrafia sem fio, com o qual ficou conhecido mundialmente depois que as inovações introduzidas em seu invento revolucionaram os meios de comunicação, e também conhecido como o pai do rádio. Filho de agricultores, estudou no Instituto Técnico de Livorno e na Universidade de Bolonha, onde procurou aprofundar-se na rádio-comunicação sem fio e fez sua primeira experiência telegráfica de sucesso (1895), efetuando uma transmissão à distância de algumas centenas de metros, valendo-se de um oscilador de Hertz, uma antena de Popov e um coesor de Branly. Sem apoio na Itália, aos vinte e dois anos partiu para a França em busca de financiamentos para suas pesquisas, mas só encontrou o apoio definitivo, através do engenheiro-chefe do serviço postal inglês, que o levou para a Inglaterra dando-lhe apoio incondicional às suas pesquisas (1896). No Reino Unido, realizou com êxito uma transmissão através do canal de Bristol (14,5km) e registrou a primeira patente do telégrafo sem fio, o precursor do rádio (1897), que anteriormente idealizara (1894), dando início a enorme indústria da radiotelefonia e da radiotelegrafia. Fundou a Marconi's Wireless Telegraph Company Limited (1899), em Londres, e com o sucesso da sua invenção foi contratado pelo governo italiano para montar uma estação em La Spezia, de onde conseguiu estabelecer contato com navios distantes até 19km. Fez a ligação através do canal da Mancha (1899) e uma transmissão da Córsega foi captada no continente (1901). Neste mesmo ano (1901) transmitiu um sinal de ondas de rádio através do Oceano Atlântico. Ao efetuar essa transmissão telegráfica, entre a Cornualha, no Reino Unido, e a Terra Nova, no Canadá, o físico e inventor italiano derrubou a tese segundo a qual a telegrafia sem fio estaria limitada a curtas distâncias por causa da curvatura da Terra. Dividiu o Prêmio Nobel de Física (1909) com Karl Ferdinand Braun, da Universidade de Estrasburgo, na Alsácia, então na Alemanha, por suas contribuições para o desenvolvimento do telégrafo sem fio. Em seguida obteve patentes para um detetor magnético (1902) e para antenas direcionais (1905). Através de sua empresa, a MWT Co, criou um serviço regular de transmissão de notícias entre o Reino Unido e os Estados Unidos (1903) e a navegação passou a utilizar comercialmente o invento (1907). Lançou (1912) o sistema de transmissão por centelha, o timed spark system, com o qual foi feita a ligação entre Reino Unido e Austrália (1922). Além do Prêmio Nobel recebeu muitas homenagens e títulos. Foi nomeado senador (1914) e marquês (1929) e presidente da Real Academia Italiana (1930). Transmitiu de Roma, cidade onde veio a falecer, o sinal que ligou o sistema de iluminação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (1931).

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/Guglielm.html

Gabriel Jonas Lippman (1845-1921)


Físico francês nascido em Hollerich, Luxemburgo, professor da Universidade de Sorbonne, Paris, que ganhou o Prêmio Nobel de Física (1908) pela reprodução fotográfica das cores baseado no fenômeno da interferência (1886-1893), cujo estudo teórico publicou no ano seguinte. Educado em Paris, entrou para o. Lycée Napoleon (1858) e chegou à École Normale (1868). Administrou uma carreira de pouco sucesso como professor, até que foi indicado para uma missão científica na Alemanha (1873), a fim de estudar novos métodos de ensino de ciências. Nesse período trabalhou com Kühne e Kirchhoff, em Heidelberg, onde desenvolveu vários instrumentos científicos como o eletrômetro de capilaridade e doutorou-se (1875), e com Helmholtz, em Berlim. De volta à França foi ensinar na Faculdade de Ciências de Paris (1878), onde se tornou professor de matemática e física (1883). Sucedeu Jamin como professor de física experimental (1886) e foi nomeado diretor do laboratório de pesquisas da Sorbonne, onde permaneceu até sua morte, ocorrida em um navio quando voltava de uma missão chefiada por Marshal Fayolle, pela Amércia do Norte. Considerado dono de uma mente privilegiada em seu tempo, deu fundamentais contribuições em vários ramos da física, especialmente na eletricidade, termodinâmica, ótica e fotoquímica. Foi eleito membro da Academia de Ciências (1883) e seu presidente (1912). Também foi membro do Bureau des Longitudes e Foreign Member da Royal Society de Londres.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/GabrieJo.html

Albert Abraham Michelson (1852 - 1931)


Físico alemão naturalizado americano, nascido em Strelno, então na Prússia e hoje na Polônia, que com Edward Morley negou a existência do meio éter, o hipotético meio de ondas eletromagnéticas, e com o mesmo Morley dividiu o Prêmio Nobel de Física (1907) pela invenção do interferômetro e por suas pesquisas no campo da espectroscopia e meteorologia e, também, por ter demostrado a constância da velocidade da luz (1887). Filho de Samuel Michelson e Rozalia, sua família veio para os Estados Unidos (1854), inicialmente morando em Virginia City, Nevada, mas logo mudando-se para San Francisco, onde ele foi educado na escola pública e chegando na High School (1869). Nomeado pelo Presidente Grant para a U.S. Naval Academy, após a graduação como Ensign (1873) e destacar dois anos na West Indies, tornou-se instrutor de física e química na academia subordinado a Admiral Sampson. Indicado (1879) para o Nautical Almanac Office, Washington, trabalhou com Simon Newcomb, e no ano seguinte obteve uma licença para estudar na Europa. Assim fez especializações nas universidades de Berlim e Heidelberg, no College de France e na École Polytechnique, em Paris. REintegrado a Marinha norte-americana (1883) retornou para os USA, para atuar como Professor of Physics na Case School of Applied Science, Cleveland, Ohio. Depois (1890) aceitou uma similar posição na Clark University, Worcester, Massachusetts, e (1892) tornou-se Professor of Physics e primeiro Head of Department na nova University of Chicago, onde dedicou-se a estudos referentes à velocidade da luz. Casou-se (1899) com Edna Stanton, de Lake Forest, Illinois, e juntos foram pais de um filho e três filhas. Retornou a Marinha durante a Primeira Grande Guerra e retornou para Chicago (1918), onde (1925) foi selecionado como o primeiro Distinguished Service Professorships. Deu baixa militar (1929) para trabalhar no Mount Wilson Observatory, Pasadena, cidade onde morreu.


Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/AlbertAM.html

John Joseph Thomson (1856 - 1940)


Físico inglês e professor em Cambridge nascido em Chettham Hill, cidade inglesa perto de Manchester, famoso pela descoberta do elétron, partícula elementar de carga negativa, passo decisivo para conhecimento da estrutura do átomo. Filho de um livreiro, tinha apenas 14 anos quando ingressou no Owens College de Manchester, atual Victoria University, onde freqüentou cursos de física experimental. Ganhou uma bolsa de estudos para o Trinity College (1876), em Cambridge, no qual colou grau em matemática (1880). Assumiu o cargo de pesquisador no laboratório de Cavendish (1880), onde trabalhou como professor de física experimental e pesquisador por 42 anos, transformando-o num dos mais importantes centros científicos da Europa. Sob a supervisão de James Clerk Maxwell, empreendeu as primeiras pesquisas sobre eletromagnetismo. Suas pesquisas foram fundamentais para o desenvolvimento da eletricidade, eletrônica, química, e outras ciências. Dedicou-se ao estudo da eletricidade, um dos temas que mais apaixonavam os cientistas da época. A qualidade de seu trabalho valeu-lhe a eleição para membro da Royal Society (1884) e o acesso à cátedra de física no laboratório de Cavendish. Desajeitado para as atividades manuais básicas de um laboratório, trabalhava sempre com assistentes, ajudando a formar vários cientistas importantes. Grande interessado em pesquisas sobre os raios X (1897), dirigindo os raios catódicos para dentro de um cilindro isolado (um tubo com vácuo), mediu a carga negativa que eles transportavam e o calor que se desprendia quando eles incidiam numa termopilha, identificando, então, partículas de massa muito pequena, cerca de 1800 vezes menores que a do átomo de hidrogênio e muito mais leves, umas atravessando o anteparo e outras que ricocheteavam. Concluiu que o átomo não era indivisível, que existiam espaços vazios no átomo e que este era composto por partículas menores, tornando-se um dos descobridores dos elétrons, juntamente com seu discípulo Ernest Rutherford. Em experiência semelhante estas partículas também tinham sido detectadas por Jean Perrin (1895), porém foi o cientista inglês quem as caracterizou completamente relacionando suas massas e suas respectivas cargas. Idealizou o modelo pudim de energia para o átomo, expondo que os mesmos eram formados por uma nuvem de eletricidade positiva na qual flutuavam, como ameixas em volta de um pudim, partículas de carga negativa, os elétrons.Posteriormente (1903) propôs um modelo de luz constituído por partículas emitidas de modo descontínuo, antecipando a teoria dos fótons formulada por Albert Einstein. Ganhou o Prêmio Nobel de Física (1906) por suas descobertas sobre a condutividade elétrica dos gases. Sagrado cavaleiro da coroa britânica (1908), passou a integrar o corpo docente do Trinity College (1918). Sua principal obra escrita foi Conduction of Electricity Through Gases (1903), na qual resumiu os resultados de suas pesquisas. Falecido em Cambridge, seu filho, o também físico George Paget Thomson, aprofundou os estudos sobre o elétron.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JohnJoTh.html

Philipp Eduard Anton von Lenard (1862 - 1947)


Físico alemão nascido Pozsony, depois Pressburg, então Hungria, e hoje Bratislava, na Eslováquia, que trabalhando na Universidade de Kiel, Alemanha e na de Pressburg, então Hungria, ganhou o Prêmio Nobel de Física (1905) por seu trabalho em raios catódicos. Descendente de uma família do Tyrol, estudou física sucessivamente em Budapest, Viena, Berlim e Heidelberg, com professores como Bunsen, Helmholtz, Königsberger e Quincke, obtendo seu Ph.D. em Heidelberg (1886). Contratado como Privatdozent (1892) trabalhou como assistente do professor Hertz na Universidade de Bonn e foi nomeado (1894) professor extraordinário da Universdade de Breslau, após publicar seu primeiro importante paper: Principles of Mechanics (1894). Interessado em fenômenos de fosforescência e luminescência, tornou-se professor de física (1895) em Aix-la-Chapelle, professor de física teórica (1896) da Universidade de Heidelberg e professor ordinário (1898) da Universidade de Kiel. Recebeu muitas honrarias como os títulos de doutor honorário das universidades de Christiania, hoje Oslo (1911), Dresden (1922) e Pressburg (1942) e a Franklin Medal (1905), e outras honrarias nacionalistas como membro do partido nazista. Publicou, também, livros de sucesso como Ueber Aether und Materie (1911), Quantitatives über Kathodenstrahlen (1918), Ueber das Relativitätsprinzip (1918) e Grosse Naturforscher (1930). Foi casado com Katharina Schlehner e morreu em Messehausen.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/PhlipEdu.html

John William Strutt, 3º barão e Lord Rayleigh (1842 - 1919)


Matemático e físico inglês natural de Lanford Grove, próximo a Maldon, Essex, conhecido por suas pesquisas em fenômenos ondulatórios. Entrou para o Trinity College, Cambridge (1861) onde estudou matemática com Edward Routh. Contemporâneo de Reynolds e com formação e professor na University of Cambridge, foi secretário e presidente da Royal Society. Influente pesquisador sobre teoria dos sons, ótica, espectroscopia, luz, cores, eletricidade, ressonância, vibrações e densidade dos gases. Postulou (1876) um padrão de comportamento do escoamento do ar, garantindo a possibilidade de um veículo se sustentar no ar, sem a necessidade de catapultas ou balões que o retirassem do solo, levantando pela primeira vez a hipótese de que um aparelho mais pesado que o ar conseguiria voar com os seus próprios meios, afirmação que seria de grande importância para estudos e projetos posteriores como o de Santos Dumont. Foi professor de física experimental e diretor do Cavendish Laboratory, em Cambridge (1879-1884) e professor de filosofia natural na Royal Institution, Londres (1887-1905). Prêmio Nobel de Física (1904) por pesquisas sobre a densidade dos gases mais importantes e pela descoberta do argônio, esta trabalhando com o químico inglês Sir William Ramsay. Investigou a hidrodinâmica da cavitação, do movimento das ondas, de jatos instáveis, fluxo laminar, etc e foi, também, responsável pela determinação de unidades elétricas de medição. Realizou, pois, diversos trabalhos no domínio da acústica, óptica, eletricidade e termodinâmica e faleceu em Witham. Foi eleito Fellow of the Royal Society (1873), ganhou a Royal Society Royal MedalAwarded (1882), foi eleito Fellow of the Royal Society of Edinburgh (1886), foi eleito London Maths Society President (1876-1878), ganhou a Royal Society Copley Medal Awarded (1899), ganhou a LMS De Morgan Medal Awarded (1900) e foi eleito Royal Society Bakerian lecturer (1902)


Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JohnWil4.html

Marie Sklodowska Curie (1867 - 1934)


Física polonesa nascida em Varsóvia e naturalizado francesa, famosa pesquisadora e criadora do termo radiatividade, juntamente com o marido. Bela filha de um modesto professor secundarista, aos dezessete anos arranjou um emprego e, assim, conseguiu economizar para ir para Paris (1891), matriculando-se na Sorbone, onde dois anos mais tarde formou-se em física e em matemática (1894). Trabalhando no laboratório de pesquisas de Gabriel Lippmann, conheceu o cientista francês (1894) Pierre Curie, com quem casaria no ano seguinte, formando o mais famoso casal de cientistas da história. Com dois diplomas universitários (1897) e uma bolsa de estudos, publicou seu primeiro trabalho importante, Investigações sobre as propriedades magnéticas do aço temperado. Apresentou no Congresso de Física de Paris (1900) as suas descobertas do polônio e do rádio. Ganharam a medalha Davy da Sociedade Real de Londres (1903) e o Prêmio Nobel de Física, dividindo-o com Antoine Becquerel, por suas descobertas no campo da radioatividade. Nasceu sua segunda filha (1904), Eva, que se tornaria sua biógrafa. Ganhou a cátedra de física (1906) da Faculdade de Ciências de Sorbonne, após a morte de Pierre em um acidente de trânsito, tornando-se a primeira mulher a ocupar tal cargo na França. Publicou Traité sur la radiografie (1910), em que sintetizou as pesquisas realizadas com seu marido, e seu aluno Langevin. Recebeu pela segunda vez (1911), um Prêmio Nobel, agora de Química, por conseguir isolar o rádio metálico puro. Foi eleita (1922) membro da Academia de Medicina de Paris, justa homenagem por suas atividades na medicina experimental. Durante a primeira guerra mundial, com a ajuda da filha Irène, devotou-se ao desenvolvimento das técnicas da radiografia. Foi também ela quem primeiro percebeu a necessidade de acumular fontes de radioatividade intensa para o tratamento de doenças e para realizar pesquisas de física nuclear. A formação de reservas por ela incentivada foi decisiva até o aparecimento dos aceleradores de partículas (1930). Morreu em 4 de julho (1934), perto de Sallanches, França, de leucemia provocada por anos de exposição à radioatividade sem nenhuma proteção. Em honra ao casal Curie, o elemento químico de número atômico 96 foi batizado com o nome de cúrio e a unidade de medida da radioatividade chamou-se curie. Sua primeira filha, Irène Joliot-Curie, nascida no segundo ano de casamento, que mais tarde se casaria com o físico Frédéric Joliot, e que começou colaborando na cátedra da mãe, posteriormente, junto com o marido Frederico Juliot, descobriu a radioatividade artificial. Isso valeu ao casal Joliot-Curie o Prêmio Nobel de Química (1935).


Fonte:http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/MarieSkl.html

Pierre Curie (1859 - 1906)


Físico francês nascido em Paris, que com a esposa formou o mais brilhante casal de pesquisadores da história, o casal Curie. O pai, um médico apaixonado pela matemática, desempenhou papel fundamental em sua formação científica, incentivando-o nos estudos de geometria espacial, disciplina para a qual demonstrava grande aptidão. Aos 18 anos formou-se em ciências e ocupou o cargo de pesquisador de laboratório na Sorbonne. Ali conheceu a polonesa Marie Sklodowska, com quem se casou (1895), mesmo ano em que obteve o grau de doutor defendendo uma tese sobre eletromagnetismo. O casal Curie formou uma notável parceria e fez grandes descobertas. Dois anos depois da descoberta da radioatividade por Antoine Henri Becquerel, ele e sua mulher, criadores do termo radiatividade, trabalhando em um modestíssimo laboratório da Escola de Física e Química de Paris, onde ensinava física, encontraram fontes radiativas muito mais fortes que o urânio: um eles chamaram de polônio em homenagem a Polônia e o outro de rádio assim chamado depois que o casal Curie constatou nesse elemento o fenômeno físico descrito por Becquerel (1896) e que ele chamou radioatividade, ambos de importância fundamental no grande avanço que seus estudos imprimiram ao conhecimento da estrutura da matéria. Isolaram o rádio e o polônio e verificaram que o rádio era tão potente que podia provocar ferimentos sérios e até fatais nas pessoas que dele se aproximassem. Nas pesquisas dos Curie, ele dedicava-se ao estudo da radioatividade e Marie se ocupava dos tratamentos químicos, particularmente no da pechblenda ou uraninita, mineral no qual havia sido detectada uma radioatividade superior à do urânio puro. Os trabalhos de pesquisa do casal tornaram possível o aproveitamento das propriedades radioativas dos elementos químicos e a criação de tecnologias relacionadas ao uso dos raios X e da energia nuclear. Dividiram o Prêmio Nobel de Física (1904) com Becquerel, por seus trabalhos com radioatividade. Ingressou na Academia de Ciências (1905) e um ano depois (19/04/1906) morreu atropelado em Paris, ao sair de um almoço na Associação de Professores da Faculdade de Ciências. Entre suas obras escritas as mais importantes foram: Investigações sobre as propriedades magnéticas do aço temperado, Pesquisas sobre as substâncias radioativas, A isotopia e os elementos isótopos e Tratado da radioatividade.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/PierrCur.html

Antoine-Henri Becquerel (1852 - 1908)


Físico francês, nascido em Paris, fomoso como descobridor do fenômeno da radioatividade desenvolvendo experiências com urânio (1896). Neto do patraiarca da famosa família de cientistas franceses, Antoine-Cesar Becquerel (1788-1878), filho de Alexandre Edmond Becquerel (1820-1891) e pai de Jean Antoine Becquerel (1878-1953), recebeu sua educação científica na Ecole Polytechnique (1872-1874) e engenharia na Ecole des Ponts et Chaussees (1874-1877), tornando-se engenheiro de pontes e calçadas. Ensinou física na École Polytechnique e no Muséum d'Histoire Naturelle. Influenciado pelos estudos de Michael Faraday (1791-1867) desenvolveu estudos sobre magnetismo, polarização da luz e fosforescência e absorção da luz por cristais. Após a descoberta dos raios X (1895), por Wilhelm Konrad Röentgen (1845-1923), imaginou que haveria uma relação entre essa radiação e a luz visível, de forma que todos os materiais luminescentes emitiriam, naturalmente ou quando estimulados, raios X. Após verificar o comportamento de alguns cristais fosforescentes, depositados sobre uma placa fotográfica, exposto à luz solar durante várias horas, descobriu após a revelação do filme, que certos cristais de sais de urânio emitiam radiação continuamente, mesmo quando não estimulados pela luz solar, e relatou sua descoberta à Academia de Ciências (1896), poucos meses depois da descoberta dos raios X. E assim, embora profundo pesquisador em luz visível e radiação, luminescências e cristais fosforescentes e revelações fotográficas, ficou mais conhecido como o descobridor da Radiatividade, termo então criado por Madame Curie (1867-1934) e empregado para designar a desintegração espontânea do núcleo atômico de alguns elementos como urânio, polônio e rádio, resultando em emissão de radiação. A esse fenômeno o casal Curie chamou radioatividade, e assim seu nome está mais ligado a descoberta das radiações do urânio. Verificou também que, além de luminosidade, as radiações emitidas pelo urânio eram capazes de penetrar a matéria. Criou, então, a unidade de medida de radioatividade definida como a atividade de um material radioativo no qual se produz uma desintegração nuclear por segundo. E ainda demonstrou experimentalmente que um feixe de raios, canalizados por um anteparo de chumbo, subdivide-se, sob a ação de um campo magnético, em três feixes distintos, dois dos quais se desviam em sentidos opostos, enquanto o terceiro mantém a direção primitiva. Rutherford denominou alfa, beta e gama os três raios emitidos pelos corpos radioativos. Durante muito tempo, porém, os raios gama foram conhecidos como raios de Becquerel. Tornou-se membro do Instituto da França e da Academie des Sciences (1889) e dividiu o Prêmio Nobel de Física (1903), com Pierre (1859-1906) e Marie Curie (1867-1934), com quem mantinha estreita colaboração, por sua descoberta da radioatividade natural. Foi nomeado secretário-perpétuo da Academia de Ciências de Paris (1908) e morreu em Croisic, na Bretanha.


Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/AntoinHB.html

Pieter Zeeman (1865 - 1943)


Físico holandês nascido em Zonnemaire, pequena vila da ilha de Schouwen, Zeeland, físico alemão que observou o efeito dos campos magnéticos nas riscas espectrais dos átomos (1896) e, por essa descoberta ganhou o Prêmio Nobel da Física (1902), dividido com Hendrik Antoon Lorentz, efeito esse que se tornou conhecido como efeito de Zeeman. Filho do clérigo Catharinus Forandinus Zeeman e sua esposa, née Wilhelmina Worst, foi educado em Zierikzee e, depois, estudou clássico em Delft por dois anos. Entrou para a Universidade de Leyden (1885) onde estudou mecânica com Kamerlingh Onnes e física experimental com Hendrik Lorentz. Foi nomeado (1890) assistente de Lorentz, onde integrou a equipe de pesquisas sobre o efeito Kerr. Obteve seu doutorado (1893), e foi para Instituto F. Kohlrausch, em Estrasburgo, onde trabalhou um semestre com E. Cohn. Retornou a Leiden (1894) onde foi privaat-docent (1895-1897). Na Universidade de Leiden, orientado por seu professor Hendrick Lorentz, ele descobriu o efeito Zeeman, efeito do magnetismo sobre a luz, ou seja, quando um raio de luz de uma fonte colocada em um campo magnético é examinado espectroscopicamente, a linha espectral divide em vários componentes. Esta descoberta confirmou a teoria de Lorentz de radiação eletromagnética, e ajudou os físicos na investigação dos átomos, e os astrônomos na medição do campo magnético das estrelas e, por este feito, ambos dividiram o Nobel de Física (1902). Nomeado (1900) foi professor de física da Universidade de Amsterdã (1900-1935), passando a dirigir o seu Instituto de Física (1908). Casado (1895) com Johanna Elisabeth Lebret, o casal tinha três filhas e um filho, quando ele morreu em Amsterdã.



Hendrik Antoon Lorentz (1853 - 1928)


Físico-matemático holandês nascido em Arnhem, Netherlands, cujas fórmulas matemáticas por ele elaboradas sobre a relação entre as coordenadas espaciais e o tempo, e conhecidas como o conjunto das transformações de Lorentz (1904), forneceram a base da teoria da relatividade de Albert Einstein. De formação primária em Arnhem, aos 13 entrou para o High School local, ingressou na Universidade de Leiden (1870), mas retornou para Arnhem (1872) para ensinar ao mesmo tempo que preparava seu doutorado, refinando a teoria eletromagnética de Maxwell. Dedicando-se especialmente ao estudo das relações entre a eletricidade, o magnetismo e a luz, apresentou sua importante tese sobre a reflexão e refração da luz por dielétricos e metais (1875). Nomeado professor de física-matemática na Universidade de Leiden (1878), apresentou ainda sobre o assunto o brilhante trabalho sobre a relação entre o índice de refração e a densidade de um meio (1880). Recebeu o Prêmio Nobel de Física (1902), com seu aluno Pieter Zeeman, da Universidade de Amsterdã, por suas pesquisas da influência do magnetismo sobre o fenômeno da radiação. Com George Francis Fitzgerald descobriu a Lorentz-Fitzgerald contraction ou simplesmente Lorentz contraction, um fenômeno que ocorre aos corpos em movimento quando este se aproxima da velocidade da luz. Deixou a cadeira de Leiden para Ehrenfest (1912), embora continuasse como professor honorário, para assumir o cargo de diretor do Instituto de Pesquisa Teyler, em Haarlen, onde se dedicou a estudar as relações entre a eletricidade, o magnetismo e a luz. Sugeriu que os átomos que compunham a matéria consistiam de partículas eletricamente carregadas e que a oscilação dessas partículas estava na origem dos fenômenos luminosos. Assim, a existência de um forte campo magnético produziria interferência nas oscilações e, conseqüentemente, alteraria os comprimentos de onda da luz produzida. Seus estudos abordaram ainda a teoria da gravitação, a termodinâmica, a radiação e a teoria cinética e morreu em Haarlen, Netherlands ou Países Baixos. Além do Nobel recebeu muitas honrarias como eleito Fellow da Royal Society (1905), a Rumford Medal (1908), a Copley Medal (1918) e Fellow da Royal Society of Edinburgh (1920).

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/Hendrick.html

Wilhelm Konrad von Röentgen (1845 - 1923)


Físico alemão nascido em Lennep, Província do Baixo Reno, Prússia, descobridor dos raios X (1895), praticamente de maneira acidental quando estudava válvulas de raios catódicos, ganhando com este feito, o primeiro Prêmio Nobel da História da Física (1901). Filho único de um casal de fabricantes e comerciantes de roupas, aos três anos seguiu com a família para Apeldoorn, Holanda, onde estudou no Instituto Martinus Herman van Doorn. Depois estudou (1862) para uma escola técnica em Utrecht e posteriormente entrou para a Universidade de Utrecht (1865) para estudar física. Sem um bom aproveitamento foi a Politécnica de Zurique, onde estudou engenharia mecânica e, incentivado po dois professores, Clausius e Kundt, obteve seu Ph.D. (1869). Nomeado assistente de Kundt foi com seu professor para Würzburg e, três anos mais tarde, para Estrasburgo, onde se tornou Lecturer da Universidade local (1874) e Professor da Academia de Agricultura de Hohenheim, em Wurtemberg 1875). Retornou para Estrasburgo como Professor de física (1876), e três anos depois aceitou o convite para a titularidade da cadeira de física na Universidade de Giessen. Depois mudou-se para a Universidade de Würzburg (1888) e para a Universidade de Munique (1900), onde permaneceu por 20 anos. Após aposentadoria, permaneceu na cidade onde morreu três anos depois. Realizou estudos sobre elasticidade, capilaridade, calores específicos e condução calorimétrica em gases, cristais, etc. Descobrindo acidentalmente raios desconhecidos, capazes de impressionar chapas fotográficas através de papel preto e produziam fotografias que revelavam moedas nos bolsos e os ossos das mãos, ele os chamou simplesmente de "X". Também realizou pesquisas sobre elasticidade, capilaridade dos fluidos, condução do calor em cristais, calor específico de gases e piezeletricidade e foi também professor universitário em Munique (1900-1920). Roentgen: unidade de medida de exposição a uma radiação eletromagnética igual à quantidade de raios-X ou raios gama, em que a emissão corpuscular que lhe é associada liberta, em 0,001293 g de ar seco, uma unidade eletrostática de carga elétrica positiva. É equivalente a 2,58 003.10-4 C/kg.


Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/WilheKon.html http://www.nobel.se/

Albert Einstein


Albert Einstein nasceu em Ulm (Württemberg, sul da Alemanha) no dia 14 de março de 1879. Seu pai, Hermann Einstein, possuía uma oficina eletrotécnica e tinha um grande interesse por tudo que se relacionasse com invenções elétricas. Não obstante, seus negócios não prosperavam e, logo que seu filho nasceu, viu-se obrigado a se transferir para uma cidade maior, na esperança de que as finanças melhorassem. Escolheu Munique, capital da Bavária, porque já poderia abrir uma oficina em sociedade com irmão Jacob.

Foi nessa cidade que Albert recebeu sua educação primária e secundária. Quando criança, não apresentava nenhum sinal de genialidade; muito pelo contrário, seu desenvolvimento se deu de modo bastante moroso até a idade de nove anos. No entanto, a sua paixão em contemplar os mistérios da Natureza começou muito cedo - aos quatro anos - quando ficou maravilhado com uma bússola que ganhara de presente do pai. "Como é que uma agulha pode se movimentar, flutuando no espaço, sem auxílio de nenhum mecanismo?" - perguntava a si mesmo.
Na escola, Albert sentia grande dificuldade para se adaptar às normas rígidas do Estudo. Os professores eram muito autoritários e exigiam que os alunos soubessem tudo de cor.

Geografia, história e francês eram os seus grandes suplícios; preferia mais as matérias que exigiam compreensão e raciocínio, tal como a matemática.
Ao mesmo tempo, seu tio Jacob ia lhe transmitindo as primeiras noções de álgebra e geometria. Aos doze anos, ganhou um livro de geometria elementar e, a partir daí, seu gosto pela matemática se ampliou cada vez mais.
Um de seus professores mais exasperados, chegou a dizer que Albert nunca iria servir para nada e que, além disso, sua presença desatenta em classe era considerada negativa, porquanto influenciava seus colegas, o que o levou a ser suspenso várias vezes.
Quando estava no último ano do ginásio, seu pai viu-se forçado novamente a mudar de cidade. Mais uma vez os negócios haviam fracassado.

Desta vez decidira emigrar para a Itália e se estabelecer em Milão. Mas Albert permaneceu mais um ano em Munique a fim de concluir seus estudos secundários. No meio do ano, conseguiu uma dispensa médica e foi passar uma temporada com a família na Itália. Retomou os estudos na Escola Cantonal de Aarau e obteve o diploma que lhe permitiu prestar exame para admissão na Universidade.

Fez seus estudos superiores na Escola Politécnica de Zurique e, em 1900, Graduou-se em Matemática e Física. Durante esse período não chegou a ser um excelente aluno - sobretudo pelo fato de já estar fascinado por algumas questões que o absorviam completamente - enquanto que o curso exigia um estudo mais superficial devido ao grande número de matérias que eram ministradas.

Em suas notas autobiográficas, Einstein conta que nessa ficou tão enfastiado das questões científicas que, logo depois de se formar, passou um ano inteiro sem ler as revistas especiais que eram publicadas. Isto possivelmente pelo fato de já haver, durante o curso, feito a leitura de todos os grandes cientistas da época - particularmente Helmholtz, Hertz e Boltzmann - adiantando-se ao programa estabelecido pela Faculdade. Preferia ficar lendo em casa a ir assistir às aulas.

Um de seus professores de matemática, Hermann Minkowski, que mais tarde foi o primeiro a interpretar geometricamente a Teoria da Relatividade Restrita, quando viu o artigo de Einstein publicado na revista Annalen der Physik , em 1905, ficou estarrecido. "Será que é o mesmo Einstein?" - comentou com um colega - "E quem era aquele meu aluno há alguns anos atrás? Naquela época ele parecia conhecer muito pouco do que lhe era ensinado!"
Depois de se formar, Einstein procurou emprego durante muito tempo.

Enquanto isso, dedicava algumas horas do dia lecionando numa escola secundária. O emprego que mais queria, o de professor-assistente na sua Universidade, havia malogrado. Então, 1902, Grossmann, um colega de faculdade, consegue-lhe um emprego como técnico especializado no Departamento Oficial de Registro de Patentes de Berna, onde Einstein permaneceu até 1909, quando a Universidade de Zurique convida-o para o cargo de professor.
Em 1903, casou-se com uma antiga colega de classe - Mileva Maric.

Desse casamento nasceram dois filhos: Hans Albert (professor de hidráulica em Berkeley, Califórnia, USA) e Eduard. O casamento não foi bem sucedido, resultando em divórcio em 1913.
Os anos que Einstein viveu em Berna foram muito alegres e profícuos. Podia ele tocar seu violino, cujo prazer imenso propiciava-lhe alegres momentos de relaxamento.

Contando com o salário do registro de patentes para assegurar-lhe uma vida modesta, e com obrigações profissionais pouco exigentes, sobrava-lhe tempo para a contemplação. Liberto, então, de preocupações rotineiras, seu raciocínio criador pôde se desenvolver a passos largos. Seus três célebres enunciados de 1905 foram insuperáveis em brilhantismo lógico e ousadia.
Juntamente com seus amigos Conrad Habicht (matemático) e Maurice Solovine (filósofo), Einstein fundou a Academia Olímpia, de cujas animadas reuniões ele ainda se lembrava nostalgicamente no fim de sua vida. Solovine narra com entusiasmo e episódio de quando ele resolveu faltar a uma das reuniões para assistir a um concerto.

A sua ausência foi logo vingada. Ao retornar, encontrou seu quarto imerso em fumaça e sua cama coberta de fumo barato de cachimbo, o que lhe provocou imediatas náuseas, pois não tolerava de maneira alguma o cheiro da fumaça de tabaco. As reuniões eram centradas na discussão de livros filosóficos de Pearson, Hume, Mach, Riemann, Spinoza e Poincaré, as quais, freqüentemente, se estendiam até o amanhecer.

Inversamente, nos últimos anos de sua existência, Einstein raramente tinha paciência para ler tratados científicos, e tinha de depender de seus amigos para se manter informado acerca de trabalhos desenvolvidos por outros cientistas.
Em 1907, Einstein tenta obter a Venia Legendi ( direito para magistrar em faculdades) na Universidade de Berna.

Como dissertação inaugural, apresentou o artigo de 1905 intitulado "Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento" (nessa época ainda extremamente controvertido), trabalho que o professor de física experimental recusou e criticou violentamente. Einstein se ressentiu com o fato que adiava novamente seu ingresso no magistério universitário. No entanto, meses mais tarde por insistência de seus amigos, tenta novamente e, desta vez, é admitido.
Rapidamente sua reputação ultrapassa os percalços iniciais, e Einstein começa a receber uma série de convites de universidades importantes. No início de 1909, a Universidade de Zurique convida-o para assumir uma cadeira, como professor-assistente, por três semestres.
O seu superior no Registro de Patentes não tinha a menor idéia das atividades que o cientista desenvolvia para além dos domínios do Departamento, de modo que, quando Einstein apresentou seu pedido de demissão, quis saber o motivo. Einstein contou que haviam lhe oferecido um cargo de professor na Universidade de Zurique.

O superior pediu para deixar de brincadeiras, pois ninguém jamais iria acreditar numa história absurda como aquela. No entanto, o absurdo era verdade, e Einstein deixou Berna e mudou-se para Zurique.
Como professor, não era eloqüente em suas exposições, em parte porque não dispunha de tempo para se preparar, e em parte porque não apreciava desempenhar o papel de dono da sabedoria.

Alguns alunos sentiam-se atraídos pela sua figura, devido à extrema simplicidade e modéstia que possuía.
Em 1911, Universidade Germânica de Praga (nessa época a capital da província austríaca da Boêmia), convidou-o para a cátedra de Física Teórica, na qualidade de professor-catedrático. A situação social e política de Praga não o atraía muito, mas seus três semestres contratuais estavam se findando. Foi quando a Escola Politécnica de Zurique ofereceu-lhe o cargo de professor catedrático. Em 1912, deu início, então, às sonhadas aulas na universidade onde estudara. Mas elas não prosseguiram por muito tempo.

Em 1913, o grande físico Max Planck e o célebre físico-químico Walter Nernst visitaram-no pessoalmente, convidando-o para o cargo de diretor de Física do Kaiser Wilhelm Institute, em Berlim, sucedendo Jacobus Hendricus Van't Hoff, que falecera em 1910. Einstein aceitou seus trabalhos em Zurique em abril de 1914. Nesse novo emprego, liberado do compromisso com as aulas, pôde concentrar-se integralmente nas pesquisas científicas.
Começa então uma nova fase de realizações na vida de Einstein. Berlim, nessa época era um dos maiores centros intelectuais do mundo.

A proximidade com Planck, Laue, Rubens e Nernst teve efeito eletrizante nas idéias de Einstein. Suas pesquisas sobre os fenômenos gravitacionais, originadas em Zurique, puderam ser brilhantemente finalizadas e apresentadas à Academia Prussiana de Ciências em 4 de novembro de 1915, sob o título de Teoria da Relatividade Generalizada.
Einstein solucionara o problema da harmonia celeste. Segundo ele, todas as tentativas anteriores para esclarecer a estrutura do Universo tinham se baseado numa suposição falsa: os cientistas julgavam que o que parecia verdadeiro a eles , quando observavam o Universo de sua posição relativa, devia ser verdadeiro para todos os que observavam o Universo de todos os outros pontos de vista.

Para Einstein, não existia essa verdade absoluta. A mesma paisagem podia ser uma coisa para o pedestre, outra coisa totalmente diversa para o motorista, e ainda outra coisa diferente para o aviador. A verdade absoluta somente podia ser determinada pela soma de todas as observações relativas.
Em oposição à doutrina newtoniana, Einstein declarava que tudo se acha em movimento (e não que tendem a permanecer em repouso).

E explicava que as velocidades dos diversos corpos em movimento no Universo são relativas umas às outras. A única exceção a essa relatividade do movimento, era a velocidade constante da luz, a maior que conhecemos, constituindo o fator imutável de todas as equações da velocidade relativa dos corpos em movimento. Além da velocidade, a lei da relatividade aplicava-se também à direção de um corpo em movimento.

Por exemplo, ao deixar cair uma pedra do alto de uma torre ao solo, para nós parecerá que caiu em linha reta; para um observador hipotético (pessoa ou um instrumento registrador) situado no espaço, a pedra descreveria uma linha curva, porquanto se registraria não só o movimento da pedra sobre o nosso planeta, mas também o movimento do planeta em redor do seu eixo; e para um terceiro observador, em outro planeta sujeito a um movimento diferente da Terra, a pedra descreveria outra linha diferente.

Todas as trajetórias, ou direções, de um corpo em movimento eram, pois, relativas aos pontos de onde se observava o deslocamento desse corpo. Ainda havia um terceiro fator na relatividade: o tamanho de um corpo em movimento. Todos os corpos se contraem ao mover-se: para um observador num trem em grande velocidade, o trem é mais comprido que para um observador que o vê da margem da via férrea; a contração de um objeto em movimento aumentaria proporcionalmente à velocidade.

Uma vara que mede uma jarda em estado de repouso, ficaria reduzida a zero se posta em movimento com a velocidade da luz. O espaço, pois, era relativo. E o mesmo se podia dizer do tempo: o passado, o presente e o futuro não passariam de três pontos no tempo, como os três pontos do espaço ocupados, por exemplo, por três cidades (Washington, New York e Boston). Segundo Einstein, cientificamente falando, era tão lógico viajar de amanhã para ontem como viajar de Boston a Washington.

Se um homem pudesse deslocar-se com uma velocidade superior à da luz, alcançaria o seu passado e teria a data do seu nascimento relegada para o futuro; veria os efeitos antes das causas, e presenciaria os acontecimentos antes que eles sucedessem realmente. Cada planeta possui o seu sistema cronométrico próprio, diferente de todos os outros. O sistema da Terra, longe de constituir uma medida absoluta do tempo para toda parte, não passa de uma tabela do movimento do nosso planeta em redor do Sol.

O dia é uma medida de movimento através do espaço. Nossa posição no tempo depende inteiramente da nossa situação no espaço. A luz que nos traz a imagem de uma estrela distante, pode ser a estrela de milhões de anos atrás; um acontecimento ocorrido na Terra há milhares de anos só agora poderia estar sendo presenciado por um observador em outro planeta, que, por conseguinte, o considera como um episódio anual. O que é hoje em nosso planeta, pode ser ontem num outro planeta, e amanhã em um terceiro, pois o tempo é uma dimensão do espaço, e o espaço é uma dimensão do tempo.

Para Einstein, o Universo era uma continuidade espaço-tempo; um dependia do outro. Ambos deviam ser encarados como aspectos coordenados da concepção matemática da realidade. O mundo não era tridimensional - consistia nas três dimensões do espaço e numa Quarta dimensão adicional: o tempo.
Mais tarde, concluiu ainda Einstein, sobre os fenômenos gravitacionais, que não existe embaixo nem em cima no Universo, no sentido de que os objetos caíam por serem puxados para baixo na direção de um centro de gravitação. "O movimento de um corpo se deve unicamente à tendência da matéria para seguir o caminho de menor resistência."

Os corpos, no espaço, escolheriam os caminhos mais fáceis e evitariam os mais difíceis; não havia mais motivo para admitir a existência de uma força de gravitação absoluta. Einstein provou, por meio de uma série de fórmulas matemáticas, a curvatura do espaço, cujo ponto principal da teoria é: a distância mais curta entre dois pontos não é uma linha reta, mas uma linha curva, pois que o Universo consiste numa série de colinas curvas, e todos os corpos do Universo caminham em redor das ladeiras curvas dessas colinas.

Na verdade, não existe movimento em linha reta em nosso Universo. Um raio de luz, que viaje de uma estrela remota em direção à Terra, é desviado ao passar pela ladeira do espaço que rodeia o Sol. Einstein calculou matematicamente o ângulo reto desse desvio, que foi revelado correto no eclipse de 1919.
Esse trabalho, fruto de anos de intensas pesquisas, acabou por reafirmar o seu reconhecimento por parte da comunidade científica do mundo todo. Sua influência se fez sentir em praticamente todos os campos da física. Tendo praticamente todo o seu tempo absorvido no desenvolvimento de suas idéias, a tarefa de leitura de escritos científicos ficou a cargo do "Physics Coloquium" - organizado por von Laue, professor de Física na Universidade de Berlim - , que acabou por se tornar a sede comum de encontro de vários físicos acadêmicos e de laboratoristas industriais de Berlim.

No início de cada semestre, Laue investigava a literatura internacional sobre física, separava os artigos mais importantes e enviava-os a alguns comentadores voluntários que os representavam brilhantemente nas reuniões que se davam semanalmente. Ninguém que participasse desses encontros poderia se esquecer do espetáculo quase mítico de ver entrando em cena homens como Rubens, Nernst, Planck, Einstein, Laue - uma verdadeira tela onde se viam pintados os maiores físicos da época - tomando seus lugares na primeira fila.
Einstein estava sempre presente nesses encontros e participava das discussões com grande entusiasmo.

Mantinha-se longe de qualquer dogmatismo e era capaz de se colocar, às vezes, em posições completamente opostas às suas próprias convicções, em marcante contraste com Planck, que participava sempre de modo mais neutro, sendo mais reservado em suas respostas.
A relação entre esses dois mestres do pensamento físico era particularmente interessante. Einstein sentia grande admiração e carinho para com seu colega mais velho, mas sua abordagem filosófica em relação aos seus objetivos de pesquisa era diferente. O entusiasmo de Planck pela teoria originava-se de sua profunda convicção da existência da harmonia fundamental entre o nosso pensamento racional e a estrutura do mundo físico.

Para Planck, a observação aparecia como a confirmação da teoria, mais do que como a premissa básica na qual a teoria deveria se fundamentar. Em conseqüência, Planck foi radicalmente contra o pensamento positivista de Ernst Mach, que considerava primitivo e anti-intelectual. Einstein defendeu Mach perante Planck e era inclinado a dar importância prioritária às observações. Essa atitude mudou radicalmente sob o impacto da relatividade generalizada, teoria que produziu profundo efeito em seu criador. Apesar de sua conversão Ter sido lenta, ela foi definitiva: de 1930 até o fim de sua vida, Einstein adotou a visão platônica, que era, em sua essência, idêntica à própria filosofia de Planck.

Esse dualismo peculiar explica a enigmática abordagem que esses dois físicos tinham da teoria dos quanta. Planck descobriu os quanta através da sua lei de radiação, de 1900, mas essa descoberta, de certa maneira, era contrária aos seus próprios desejos, porque a emissão peculiar de energia, sob a forma de discretos pacotes não podia ser explicada em bases racionais. De fato, a descoberta de Planck continuou estéril até que Einstein, em 1905, percebeu que a derivação de Planck na sua própria lei não estava errada e, efetivamente, deveria ser substituída por uma suposição muito mais avassaladora.

A partir desse instante, Einstein ficou cada vez mais interessado na estrutura da radiação e compartilhou com Bohr na indiscutida liderança da teoria dos quanta.
Em 1919, Einstein casou-se com sua prima Elsa, adotando as duas filhas do primeiro casamento dela: Ilse e Margot.
A confirmação da Teoria da Relatividade Generalizada por duas expedições inglesas que fizeram observações durante um eclipse solar em 1919, tornaram-no reconhecido mundialmente.

Sua audácia de investigação o tornou insuperável, e sua teoria revolucionária fez mudar os principais conceitos físicos que explicavam o Universo até então. Com tal feito, não havia dúvida de que Einstein era um dos maiores gênios que a humanidade já havia produzido.
A residência de Einstein, perto da Bayrischer Platz, tornou-se parada obrigatória de todos os filósofos, artistas e cientistas de renome que se dirigiam a Berlim. A publicidade não agradava Einstein, mas não havia maneira de escapar a ela. Preferia se isolar no pequeno estúdio que fora construído especialmente para ele, na parte superior da casa. Era lá que ele recebia seus assistentes e colaboradores, e ajudava a resolver os detalhes matemáticos de suas idéias geniais.

Ocasionalmente, reunia-se com os amigos e realizavam concertos, onde em geral tocava como segundo violino. Isso constituía agradável entretenimento que o relaxava e divertia bastante, fazendo-o esquecer por instantes o mundo da fama e de muitas responsabilidades para a ciência.
Nessa mesma época começavam a se organizar na Alemanha grupos nacionalistas extremistas.

O fato de Einstein ser judeu, somado à sua posição contrária à toda forma de nacionalismo e militarismo, e ainda à sua fama mundial, aumentaram a inveja e o ódio dos imperialistas reacionários, que se organizaram contra ele, sob a égide do físico ultranacionalista Philipp von Lenard. E as ações desse grupo se tornaram ainda mais ofensivas após 1921, quando Einstein recebeu o prêmio Nobel.

Ele foi ficando cada vez mais alarmado, principalmente após o assassinato de Walter Rathenau, ministro das Relações Exteriores da Alemanha e seu amigo íntimo. Apesar de ter possibilidades de mudar para qualquer outro lugar fora da Alemanha, decidiu permanecer em Berlim para não se afastar do excelente clima científico que lá existia. No entanto, a vitória do partido nazista em 1933, compeliu-o a desistir de continuar em seu país natal. Demitiu-se da Academia Prussiana de Ciências através de carta datada de 28 de março de 1933. Suas posses foram confiscadas e sua cidadania alemã (da qual ele já havia renunciado voluntariamente) foi cassada e, quando a situação se tornou insustentável, já não estava mais na Alemanha.

Durante o ano de 1921, Einstein viajara aos Estados Unidos, onde fora recebido com inigualável entusiasmo. Nenhum monarca reinante havia recebido tão boa acolhida quanto ele. Milhares de pessoas tinham comparecido às ruas Nova York para saudá-lo, quando passara desfilando em carro aberto. Dez anos mais tarde, as mesmas cenas se repetiram em Los Angeles, quando Charles Chaplin foi à estação para recepcioná-lo e levá-lo através das ruas de Hollywood. Este, virando-se para Einstein, disse: 'Você vê, eles aplaudem a mim porque todos me entendem; a você eles aplaudem porque ninguém o entende.'

De 1930 a 1933, Einstein esteve em Pasadena, no Instituto Tecnológico da Califórnia, onde trabalhou no recém-fundado Instituto para Estudos Superiores de Princeton. Tornou-se cidadão americano em 1940.
Sua participação no projeto Manhattan foi inteiramente acidental e muito lamentada mais tarde, se bem que o projeto teria se concretizado mesmo sem a sua participação.

Em 1939, foi persuadido a escrever uma carta ao presidente Rooselvelt, recomendando a aceleração das pesquisas que levariam à criação da bomba atômica. O contexto histórico praticamente o obrigou a tal atitude: os alemães estavam também desenvolvendo idêntico projeto e, se viessem a produzir a bomba antes, os efeitos poderiam ser muito mais trágicos.

A destruição de Hiroshima pela bomba atômica, porém, constituiu-se no pior dia de sua vida.
Suas convicções democráticas e sentimentos humanitários foram freqüentemente desafiados pela incessante onda de agressividade que caracterizou a atmosfera social e política do pós-guerra. Mesmo assim, Einstein defendeu abertamente todos os princípios da liberdade nos difíceis anos do macartismo.
Os últimos 22 anos de Einstein foram vividos em Princeton, em relativo isolamento.

Lecionava na Universidade e continuava seus estudos, que nessa época eram integralmente dedicados à sua teoria gravitacional. Almejava chegar à Teoria do Campo Unificado que permitiria englobar todos os fenômenos gravitacionais e eletromagnéticos, como emanações de uma única estrutura lógica. Depois de muito insucesso nas suas tentativas, conseguiu elaborar um esquema que era uma generalização formal das equações gravitacionais. Seus contemporâneos, no entanto, longe de se interessarem por esquemas de pesquisa e por modelos matemáticos, que eram mais adequados a uma série de fenômenos em estudo, acabaram por se afastar da linguagem utilizada por Einstein, criando assim, um imenso abismo de incompreensão entre eles e a novas gerações de físicos teóricos, ao contrário dos tempos de Berlim, onde a sua palavra era a de mestre absoluto.

Em 1952, o recém-fundado Estado de Israel ofereceu a Einstein a honraria de ser o seu presidente, em substituição a Chaim Weizmann, primeiro presidente recém-falecido. Apesar de Einstein Ter sua origem em um meio judaico assimilado, ele sempre manteve em sua vida os dois preceitos básicos do judaísmo: Justiça e Caridade. O caráter democrático e humanitário das Leis Mosaicas haviam penetrado profundamente em sua consciência e a magnífica poesia do Velho Testamento causava-lhe profunda admiração.

Ele logo reconhecera a urgente necessidade de se criar uma nação para o seu povo já tão perseguido, e passara a acompanhar com vivo entusiasmo os altos e baixos da nova nação. Todavia, ele não podia aceitar a honra de ser seu presidente, porque seu temperamento não se adaptava bem aos cargos e funções sociais e administrativas exigidas. Nesta época, chegou a declarar à viúva de Weizmann, que não podia aceitar o cargo porque não entendia nada de relações sociais; entendia apenas um pouco de matemática.

Ademais não desejava se dedicar a um só país, pois seu interesse era a humanidade.
Einstein sempre pareceu mais velho do que realmente era. A efervescência intelectual esgotou prematuramente suas reservas físicas. Mais de uma vez em sua existência ficou gravemente enfermo, porém sempre com uma boa chance de recuperação. Mas em 1954, o rápido declínio de suas forças físicas se manifestou de forma alarmante. Quando, em abril de 1955, ele foi transferido para o hospital de Princeton, sentiu que o fim havia chegado. Na manhã de 18 de abril, sua vida se extinguiu.

Morreu com a mesma simplicidade e humildade com que sempre viveu: calma e imperturbavelmente, sem remorsos.
"A serenidade de sua morte ensina-nos como devemos viver" - foram as palavras de sua filha adotiva Margot.
"O homem livre em nada pensa menos que na morte; e sua sabedoria não é uma meditação da morte, mas da vida", disse o grande filósofo Baruch Spinoza, de quem Einstein foi um grande admirador.
Einstein foi um homem livre.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/